domingo, 21 de setembro de 2014

Propaganda do sabonete Eucalol - 1961

A lição de vida



Pedrinho não gostava de chuveiros e dormia de janelas fechadas. 
Por isto era mau aluno e um atleta fraquinho...
A mamãe chamou um médico e ensinou o Pedrinho: 
"Dormir com as janelas abertas!
Tomar banho de chuveiro todo dia!"
Pedrinho, agora, toma sempre seu BANHO DE SAÚDE com o SABONETE EUCALOL
E hoje é forte e saudável, um campeão da higiene..um campeão no colégio!!!


 Fonte: Revista em quadrinhos Bolinha - agosto de 1961



Eucalol foi uma empresa de produtos de higiene pessoal brasileira, fundada no Rio de Janeiro pelos irmãos alemães Paulo e Ricardo Stern. Era mais conhecida por seu sabonete que, feito de eucalipto e apresentando uma coloração verde, causou no público da época certo estranhamento. Isso fez com que os empresários resolvessem inovar e lançar no mercado estampas colecionáveis junto ao sabonete, prática que se tornou um grande sucesso entre os consumidores.
As inesquecíveis estampas acompanhavam as embalagens do sabonete Eucalol, circulando no Rio de Janeiro por três décadas, entre 1930 e 1960. Impressas em cartão formato 6x9, apresentavam na frente desenhos com temas variados e no verso um texto explicativo. Elas participavam do cotidiano de crianças e adolescente que privilegiavam as “figurinhas” instrutivas, que ao longo de 54 temas, conduziam-nos por viagens imaginárias entre animais pré-históricos, peixes das profundezas oceânicas, índios do Brasil e episódios da história brasileira.
Permaneceu no mercado até a década de 1970. (Wikipédia enciclopédia livre)

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HISTÓRIA DO AUTOMÓVEL

CORRIDA SEM FIM


A última e mais dramática das grande corridas europeias entre capitais foi a Paris-Madri, de 1903. Apesar de ter sido realizada apenas a primeira parte do percurso, o trecho Paris-Bordéus, ocorreram inúmeras tragédias. Os motivos foram vários: se por um lado houve um aumento considerável na força dos automóveis- decorrente da experiência obtida nas primeiras competições do gênero -, por outro lado os motoristas eram relativamente inexperientes no controle desses carros monstruosos, que tinham freios deficientes e precária estabilidade. Ao mesmo tempo, as autoridades não tinham ainda a experiencia para organizar e controlar corridas deste tipo.
Para aumentar os problemas havia falta de disciplina por parte dos espectadores, entusiasmados, mas ignorantes quanto às ameaças destas maquinas perigosas. Mesmo os membros do exército e da polícia - encarregados de guardar as estradas - eram incapazes de disciplinar o público, pois também desconheciam os riscos.
Entre Paris e Bordéus estavam concentrados centenas de milhares de espectadores: dez morreram e inúmeros ficaram feridos. Este foi o terrível resultado e as corridas em estradas públicas não foram mais realizadas até 1927. Neste ano, foi promovida a Mil Milhas Italianas, que também fracassou pela mesma razão: o número de acidentes com o público.
Mas, em 1902, a corrida Paris-Viena tinha dado uma idéia a respeito do aumento na força dos carros. No entanto, a velocidade desenvolvida pelos maiores concorrentes da Paris-Madri ultrapassava todas as expectativas. Organizada pelos Automóvel Clubes Espanhol e Frances esta competição deveria ter sido feita em três etapas: Versalhes e Bordéus, passando por Chartres, Tours, Poitiers e Angoulême; Bordéus a Vitoria, passando por Bayonne; e Vitoria a Madri, via Burgos e Valladolid.







Foram inscritos mais de 300 carros  e, mesmo após as inevitáveis desistências, ainda restaram 275 competidores. Ao lado de alguns amadores, muitas equipes profissionais: De Dietrich enviou uma delas com 12 modelos de seus novo carro baixo;  Mors inscreveu 14 veículos, um deles dirigido por Fournier;  Panhard concorria com 15 e Renault com 4, dois dos quais eram pilotados por Louis e Marcel. Havia ainda equipes  das marcas De Dion, Mercedes, Wolseley e Ader, tendo a Fiat enviado apenas um carro.



Escolta de ciclista

Algumas regras representaram novas idéias no automobilismo. Por exemplo: como medida de segurança, foi estabelecido que não seria contado o tempo gasto ao se atravessar uma cidade. O motorista era obrigado a parar no perímetro urbano  - quando era registrada a hora de sua chegada - e só podia passar para o centro devidamente escoltado por um grupo de ciclista. Fora da cidade, podia recomeçar a corrida.



Um fato que demonstrou o aparecimento de uma nova mentalidade foi a participação ativa de três mulheres: Madame du Gast dirigiu um novo De Dietrich; Madame Lockert, um Ader, e Mademoiselle Jollinet, uma motocicleta.
O grande interesse do público transformou a corrida em um acontecimento nacional.

Esperando a partida

Em Pièce d'Eau de Suisse, o local de partida, as últimas providências estavam sendo tomadas.
Finalmente foi dado o sinal de largada e Jarrot partiu seguindo-se os demais concorrentes com dois minutos de intervalo entre cada um. Lois Renault foi o sexto e imediatamente decidiu ultrapassar os que estavam na sua frente.
A poeira era o inimigo comum: cegava os motoristas, entupia os motores, cobria os óculos e escondia as curvas. O único meio de evitá-la era se colocar sempre em primeiro lugar. Renault foi ultrapassando todos  os seus concorrentes até que, em frente à catedral de Chartres, finalmente passou o carro de Jarrot. Até aqui sua velocidade média tinha sido de 110 k.p.h.



Sem diminuir a marcha, Renault aumentou sua diferença sobre Jarrot de forma surpreendente. Em Politiers, ele estava 20 minutos na frente; 23 em Angoulême., e terminou o primeiro estágio em Bordéus, com 35 minutos de vantagem. Sua velocidade média tinha sido um pouco superior a 95 k.p.h.
Assim, alcançou o 2º lugar na classificação geral; em primeiro ficou Gabriel, com um Mors  de 70 H.P., que fez o percurso de maneira ainda mais notável. Ele partiu em 168º lugar e chegou em 4º com uma velocidade de 100 k.p.h. Jarrot foi o terceiro na classificação, sendo  que o quarto lugar coube a Warden, pilotando um Mercedes.

Campo de batalha

A corrida foi um campo de batalha, e menos de 100 carros terminaram a primeira etapa. Isto deve não só à fantástica marcha imposta por Louis Renault, mas também pelo fato de que os carros eram muito mais potentes do que os que participaram na corrida Paris-Viena, no ano anterior.
A opinião pública ficaria muito impressionada com as reportagens da imprensa européia que consideravam a prova como um sério massacre de pessoas. Uma antecipação do que estava para acontecer foi dada em Ablis, onde um espectador se inclinou muito para a frente e foi atingido por um carro. Felizmente não chegou a ser morto.

Um pouco mais tarde, 30 km ao sul de Poitiers, Marcel Renault sofreu sério acidente. Ele já tinha ultrapassado  Farman e resolveu fazer o mesmo com Théry. Os dois carros corriam lado a lado, em alta velocidade, quando chegaram a uma curva com declive à direita. Théry, que ia um pouco à frente, percebeu o perigo, reduziu a marcha e fez a curva. Renault, cego pela poeira levantada por Théry, viu a curva muito tarde e perdeu o controle do carro. O veículo pulou da estrada para um profundo canal capotando várias vezes.
Théry, que provavelmente ignorava o que tinha acontecido, continuou o seu caminho. Somente quando Farman passou pelo local, alguns minutos mais tarde, é que o acidente foi descoberto. Marcel Renault já estava inconsciente e morreu no da seguinte, no hospital.
Seu irmão Louis soube do acidente quando chegou  a Bordéus. Após a confirmação da morte de Marcel, Louis retirou toda a equipe da prova em sinal de luto.
A morte de Marcel trouxe consequências importantes, Louis, cheio de remorsos, chegou mesmo a pensar em terminar com a fábrica em Bilancourt. Mas Fernand, um outro irmão, resolveu fechar a sua própria fábrica de botões e entrou para a companhia Renault de automóveis.



Passagem de nível

Logo após o acidente de Marcel, no qual seu mecânico ficou gravemente ferido, foi a vez de Théry. Quando ele estava ultrapassando Porter, caiu em uma vala: o tanque de gasolina explodiu provocando sérias queimaduras tanto no motorista como no mecânico. Em seguida, o próprio Porter sofreu um desastre: cego pela poeira levantada pelo carro que ia na frente, não viu que uma cancela de passagem de nível estava descendo. O carro bateu no obstáculo e pegou fogo, matando o mecânico. Outro corredor, Tourand, desviando-se para evitar atropelar uma jovem, foi de encontro à multidão. Uma mulher e dois soldados foram mortos; Tourand ficou seriamente ferido e de tal forma chocado com o acidente que nunca mais recuperou sua estabilidade emocional.
Tragédia semelhante assinalou a chegada dos corredores a Angoulême. Uma jovem tentou atravessar a estrada exatamente quando aproximava o carro. O soldado Dupuy, correu para salvá-la, mas foi atingido pelo carro 23. O motorista tentou evitá-los, mas bateu em uma árvore, matando um espectador e um mecânico e ferindo seriamente um outro assistente. O mecânico do carro também morreu.

E a série de desastres não termina aí: o mecânico de Lorraine-Barrow, que dirigia um De Dietrich, foi esmagado contra uma árvore quando um motorista tentava evitar um cachorro. O próprio Lorraine-Barrow ficou muito ferido e morreu duas semanas depois. Da mesma forma que Porter, outro concorrente, Gras, bateu em uma cancela fechada, e seu carro incendiou. Felizmente, tanto Gras quanto seu mecânico foram salvos. Outro acidente sem maior consequências foi o de Rodolphe Darzens, jornalista, que derrapou para fora da pista, embora o carro tenha capotado, ele escapou sem um arranhão.
Stead, em um duelo feroz, bateu em um carro, perdeu o controle e saiu da estrada. O carro parou com as rodas para cima e Stead ficou preso debaixo do veículo. Madame du Gast prestou-lhe os primeiros socorros e continuou logo em seguida, classificando-se em 77º lugar. Entretanto, ela também parou de correr quando soube do acidente de Marcel Renault.
Pouco antes do final da etapa, Richar bateu em uma carroça puxada a cavalo e feriu seriamente três pessoas.

Diante do horror dessas mortes, as autoridades tomaram decisão drásticas. O próprio primeiro-ministro assinou decreto que, além de interromper a corrida, proibia também que os competidores voltassem a Paris com seus próprios carros, Os veículos tiveram de abandonar a cidade de Bordéus imediatamente, puxados por cavalos. Na estação ferroviária de Saint-Jean, eles foram colocados em Vagões e mandados de volta a Paris.




Texto extraído da Revista História do Automóvel - Fiat 1908 - Rolland-Pilain, 1909
Editora Expressão e cultura - Exped - Expansão Editora S.A - Rio de Janeiro





quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ilída e Odisséia

I. INTRODUÇÃO

   As possibilidades de reconstituição do passado do povo grego foram ampliadas consideravelmente com a utilização dos poemas do autor Homero que são: Ilíada e Odisséia.
   Por muito tempo, o povo grego acreditou no que contava Homero sobre a Guerra de Tróia, causada pelo rapto da bela Helena.
   Esta guerra era muito importante na mitologia grega. Eles acreditavam em vários deuses e cada um tinha a sua história e por isto era natural que acreditassem nesta batalha. Neste sentido, houve trabalhos arqueológicos para chegarem a uma conclusão sobre a veracidade dos poemas de Homero.
  O presente trabalho tem por objetivo apresentar dados sobre a formação do povo grego,  a literatura, a religião, a guerra de Tróia, enfim, tudo que possa ser extraído principalmente dos poemas Ilíada e Odisséia.

2.  A FORMAÇÃO DO MUNDO GREGO - A CIVILIZAÇÃO MICÊNICA

  Os Helenos ou Gregos foram um povo muito importante para a história do mundo. Tinham o nome de Helenos porque foi um homem chamado Heleno, de origem Ariana, que se estabeleceu naquelas terras e formou o povo. Hélade era o nome da terra dos Helenos.
"Os gregos, descendentes de Heleno, filho de Deucalião e Pirra, que povoavam o mundo após o dilúvio. Diziam ser Heleno pai de Dóro, Éolio e Xuto, filho de Xuto. Os filhos e os netos de Heleno deram origem aos quatro ramos do povo da Hélade, nome da Grécia na época clássica". (Souza, 1975, p. 77)
  Provavelmente, os gregos pertenciam aos grupos nórdicos e alpinos de raça branca, que chegaram a Grécia por volta de 2.000 a.C. e cruzaram-se com os primitivos mediterrâneo. Ocuparam toda a península grega a partir de 1.300 a.C., distribuídos nos seguintes grupos: jônios, eólios, dórios e áqueos.
"Os gregos eram altos, brancos, musculosos, cabelos ondulados, olhos grandes, nariz reto, dotados de inteligência criadora, imaginação, sentimento artístico, espírito aventureiro, sóbrios, alegres, otimistas e devotados ao ideal de liberdade" (Souza, 1975 p.78)
  Os gregos inicialmente se organizavam de uma forma comunitária, viviam sob a autoridade de "pater" e seus bens eram produzidos e repartidos em comum, conforme a necessidade.
  Essa organização foi aos poucos se transformando. O crescimento da população não se fazia acompanhar pelo crescimento da produção que era lenta. O sistema começou a se dividir em fatias (pequenas famílias). Consequentemente surgiu o individualismo e a propriedade  privada. Com isto surgem vários tipos sociais: grandes proprietários, pequenos proprietários, indivíduos marginalizados; alguns se dedicam a outras atividades como o artesanato, pirataria e, após evolução passam para o comércio. Os grande proprietários são favorecidos por serem os parentes mais próximos dos "patres", assumem o poder político formam a irmandades que se agrupam formando tribos. A reunião destas, constitui a pólis.
  No início na pólis o poder político era exercido por um rei, com o tempo a nobreza absorveu a autoridade dele e o poder político deslocou-se para um órgão semelhante ao senado (regime oligárquico).

2.1 Tempos heróicos - AGrécia homérica
"Denomina-se 'tempos homéricos' ou 'tempos heróicos' os primeiros tempos da História grega, que foram embelezadas pela imaginação popular, descritos por Homero nos poemas: Ilíada, que narra a Guerra de Tróia, e a Odisséia, que narra as viagem de Ulisses". (Souza, 1975, p.8)
"Nestes dois poemas podemos conhecer a regressão sócio-cultural provada pela invasão dórica e também a vida econômica da Grécia micênica e pós-micênica até o século VII a.C". (Júnior, 1984)
  Na sociedade homérica, simples, quase não havia distinção entre as classes sociais. O trabalho era digno. As famílias estavam unidas por um antepassado comum. Na economia não existia a propriedade privada . A terra era propriedade de todos e a produção repartida segundo as necessidades da comunidade. Nesta sociedade a autoridade era exercida pelo mais velho dos membros do clã: O pater.
  A economia baseava-se na agricultura e na pecuária. A indústria era doméstica. O comércio pouco desenvolvido e na base da troca.
  Ao terminar o Período Homérico, as pressões demográficas, aliadas à escassez de terra, favorecem o desmembramento da comunidade gentílica.
"...entre 2.000 e 1.900 a.C. a Grécia foi invadida e ocupada, permanentemente, por um povo novo, o primeiro a falar a língua grega. Depois de centenas de anos e sem dúvida de fusão com a população nativa, esses invasores gregos caíram sob o encanto da Creta minóica, e a fusão das duas culturas resultou num dos mais brilhantes períodos da civilização em toda a história da Grécia - o período da arte e arquitetura micênica, da expansão comercial e da organização política". (Pagé, apud, LLoyd, 1977)
  Os poemas de Homero são os únicos documentos que mencionam a organização política e social dos gregos nos séculos que se seguiram a invasão dórica e narram acontecimento históricos ou lendários que mostram o contexto histórico no período micênico. Neste período, a vida politica e social da Grécia era dominada pelas grandes famílias da nobreza, cada uma delas constituindo um genos. Seu poder fundamentava-se na solidez dos laços familiares e das instituições religiosas e no monopólio da terra e do gado, as únicas riquezas da época.

3 A LITERATURA GREGA: A EPOPÉIA

  Nada consta em relação a influência recebida pela Grécia, do Oriente, na área das letras, assim como aconteceu  nas artes.
  De concreto temos duas belas obras acabadas, que são os poemas: Ilíadas e Odisséia.
  É interessante imaginar que numa época em que o povo não tinha acesso a escrita os acontecimentos eram transmitidos através da fala (oral). E que esta história ia sendo transmitida de geração em geração.
 Também, podemos verificar que enquanto uns se preocupavam com a guerra, pensando em obter expansão geográfica e consequentemente poder; um ser conta o que sabe em formas de poemas, escrevendo assim: Ilíadas e Odisséia.
 Esses poemas são descritivos, o autor usa uma linguagem simples, natural e são altamente conhecidos, pois são lidos por grande números de pessoas. Ele mistura a ficção com a História; deuses e mortais.
 Estes poemas retratam a vida social e cultural da Grécia arcaica. Eles se reportam às épocas micênicas e pós-micênicas, que vão de XII ao VII século ante de Cristo.
"A Ilíada e a Odisséia eram a Bíblia dos gregos, uma Bíblia politeísta, onde o homem encontrava a continuação terrena dos deuses Olímpicos, e nos fabulosos personagens do poeta heroíco" (Junior, 1984)
  Isto é realmente surpreendente, pois para um leitor que não esta acostumado com a literatura grega pode confundir os personagens mortais com os imortais. Pois os deuses descem com facilidade do Olimpo e se metem na vida do homem, sendo os responsáveis pelo resultado obtido;
  "A Ilíada e a Odisséia, longe de serem somente epopéias, possuíam também o caráter profundo do método educativo e finalidade ideal". (Junior, 1984)
  Estes poemas mostram a evolução da literatura grega. Nelas encontramos uma mistura de dialetos.

3.1 Ilíada

  Conta a história minuciosa da guerra entre gregos e troianos é um poema histórico. Ilíada nome que vem do segundo nome de Tróia. Ilion.
"Em Ilíada Homero descreve a Guerra de Tróia, com detalhes que podem ser fictícios, mas com personagens reais" (Pagé, apud, LLoyde, 1977)
  Ilíada, o mais antigo documento escrito na língua grega, acredita-se que fora escrito entre os séculos  nono e sétimo antes de Cristo.
  As ações da guerra de Troia, não abrangem o longo período de dez anos que durou aquela época. Limita-se aos momentos que antecederam a queda de suas muralhas a que compreendem o curto espaço de dois meses. Começa, quando o sacerdote Apolo, Crises chega ao acampamento dos gregos, que já guerreavam Tróia, a fim de conseguir o resgate de sua filha Criseida, sequestrada por Agamenon. E termina com a morte de Heitor, antes que o famoso presente dos gregos penetrasse as muralhas troianas. E é exatamente a libertação posterior da filha de crises que vai provocar a cólera de Aquiles, pois Agamenon exige que ele recompense com a entrega de Briseida.
  Conforme observamos o motivo de A Ilíada é a cólera de Aquiles pelo rei Agamenon. O objetivo do poema é contar aquela zanga que foi tão forte que levaram centenas e gregos a morte devido à êxito dos Romanos. Aquiles somente acorda daquele estado de raiva quando seu amigo Pátroclo morre.
  Ele é vingado por Aquiles que mata Heitor e amarrando o corpo do mesmo numa carroça arrasta-o vários dias, inclusive em volta da sepultura de Pátroclo. Com a morte deste amigo Aquiles esquece sua revolta  contra o rei Agamenon e regressa à luta, levando pela dor da perda e pela vontade de vingar-se de Heitor.
  Neste poema de Homero aparecem os deuses que são impulsionados pelas mesmas paixões terrenas e misturam-se na luta com suas astúcias e seus poderes, em defesa dos que amam e pela perdição dos que odeiam.
  Os heróis de A Ilíada são personalidade forte, definida, eterna e têm enormes dimensões próprias.

3.2 Odisséia

  É um poema de ficção, que conta a história de Ulisses. Ulisses após lutar na guerra de Tróia, regressa para casa. Mas este regresso é tumultuado, pois alguns deuses estão zangados e tentam impedir seu retorno e outros deuses tentam auxiliá-lo. Essa tentativa de retorno dura um período de dez anos. Sua esposa Penélope o aguarda fazendo uma enorme manta.

4. QUESTÃO HOMÉRICA

  Em outra Era acredita-se que Ilíada e Odisséia eram obra de Homero.

  O autor Souza, afirma que:
 'Segundo Cícero (De oratore, III, XXXIV) Pisístrado teria sido o primeiro a mandar que se dispusessem os poemas homéricos 'na ordem em que se encontravam hoje'".

  Também, conforme comenta o autor Souza, Bowra diz que:
"Seja suficientemente dizer que a Ilíada e a Odisséia foram compostas no século IX ou no Século VII a.C., que seu estilo, construção e índole supõe a existência de um autor único, que não existem nenhuma boa razão para abandonar a tradição antiga e universalmente aceita de que o autor se chama Homero e que procedia do Litoral grego da Ásia Menor".
  Já o autor Lobato, refere-se a Homero sendo:
"Um rapsolo, quer dizer, um pobre diabo que andava pelas ruas cantando versos para viver, como fazem hoje homens do realejo. Além do mais, cego, o coitado - e por isso nunca escreveu os seus poemas. Foram escritos por outras pessoas que de tanto ouvi-los os guardaram de cor. Só depois da morte é que Homero ficou famoso. Nove cidades gregas passaram a disputar a honra de ter sido o berço do cego que em vida andava de porta em porta, declamando seus poemas em troca de esmola".
  Assim, como podemos observar vários autores falam de Homero, mas nenhum responde com precisão quem foi este grande poeta que emocionou os gregos e continua a conquistar leitores de todas as épocas com seus personagens Históricos, mitologias e lendários.
  Sua vida foi contada por Heródoto, Proto, Plutarco e vários outros autores anônimos, mas há muitas lendas sobre ele.
  Nada se sabe ao certo da época e do  lugar em que nasceu e da  sua vida.
  Homero descreve personagens ideais, heróis, filhos de deuses, capazes de matar, odiar e ao mesmo tempo perdoar e chorar.
  É o caso de Aquiles que sente rancor pelo Rei Agamenon, chora por Pátroclo, Odeia e mata Heitor. E sente piedade pela dor do Pai de Heitor (Pária).
  Até hoje não sabemos as origens destas histórias contadas por Homero, mas acreditamos que a Odisséia seja um poema de ficção e Iliáda poema Histórico e também lendário. Que foram cantados e transmitidas por várias gerações e talvez por isto tenham personagens históricos e fatos lendários.
  Nenhum leitor deve ter dúvidas quanto a importância destes documentos, pois narra a vida política, social e religiosa do povo grego. É interessante de observar que eles acreditavam em vários deuses. E que estes deuses tinham os mesmos sentimentos dos mortais,  tais como: amor e ódio. E que tudo que acontecia com o homem era porque os deuses estavam alegres (acontecimentos bons) e tristes e zangados (acontecimentos ruins).

5 A GUERRA DE TRÓIA

  O autor Lobato, conta que:

  Esta guerra se deu cerca de mil e duzentos anos antes de Cristo nos começos de Idade do Ferro.
  Conta-se que tudo começou numa grande festa entre os deuses do Olimpo, e estavam todos banqueteando-se quando uma deusa, que não era convidada, resolveu vingar-se de um modo especial - lançando à mesa um pomo de ouro com estas palavras:
  "A mais bela"!
  A deusa que teve esta lembrança era a deusa da briga, e não fora convidada justamente para que reinasse paz na festa. Pois com a idéia do Pomo, a maldade conseguiu imediatamente despertar a vaidade de todas as deusas ali reunidas visto que cada qual se julgava a única merecedora da fruta.
  O meio de resolver o caso foi mandar vir da terra um pastor de nome Páris, que decidisse qual a mais bela. Imediatamente as deusas trataram de seduzir o Juiz. Juno prometeu fazê-lo rei, Minerva prometeu dotá-lo de grande sabedoria e Vênus, a deusa da beleza, prometeu-lhe o amor da mulher mais bela do mundo.
  Páris não era um simples pastor e sim filho de Príamo, o rei de Tróia, uma cidade que ficava perto da Grécia, do outro lado do mar. Em menino fora abandonado numa montanha para morrer no dente dos lobos; mas um casal de pastores o salvou. Agora estava no Olimpo, como juiz desempatador num concurso de beleza.
  Entre ser um rei ou um sábio, e ser marido da mulher mais bela do mundo, Páris não vacilou - e portanto entregou o pomo a Vênus. Essa sentença deu origem a uma série de calamidades, cujo desfecho foi a destruição de Tróia. A mulher mais bela entre os mortais era Helena, que já estava casada com Menelau, rei da Esparta, uma das cidade da Grécia. Vênus aconselhou Páris a raptar Helena.
  Páris foi a Esparta, onde Menelau o recebeu com todas as honras e hospitalidade. Apesar disso fugiu de noite com Helena e atravessou o mar, rumo a Tróia.
  Menelau e todos os gregos, furiosíssimos com aquilo, preparam uma expedição contra a cidade de Tróia, para se vingarem de Pária e arrecadarem a princesa fugitiva. Naquele tempo as cidades eram cercadas de muralhas, e como não houvessem canhões nem pólvora, tornava-se difícil penetrar nelas. Os gregos sitiaram Tróia durante dez anos, sem nada conseguirem. Por fim, resolveram recorrer a um estratagema, construíram um enorme cavalo de madeira, que puseram junto aos muros, em seguida retiram-se com armas e bagagens dando todos os sinais de que desistiram de tomar a invencível Tróia. Logo que os gregos desapareceram, os tiranos abriram as portas e foram admirar o cavalo. Imediatamente surgiu  a idéia de recolherem dentro da cidade. Um sacerdote de nome Laocoote opôs-se, alegando que o cavalo de nada adiantava na cidade, além de que podia ser uma armadilha. Os troianos que estavam ansiosos por aquele troféu de guerra, não lhes deram ouvidos. Logo depois Laocoonte com mais dois filhos foram enlaçados e asfixiados por duas enormes serpentes suicidas do oceano.
  O povo viu nisso sinal de que até os deuses estavam danados com ele por não querer o cavalo dentro da cidade - e sem mais vacilações recolheram o animal de pau. Para isto tiveram de derrubar um pedaço da muralha.
  Tudo ocorreu muito bem, mas à noite uma portinhola na barriga do cavalo se abriu e por ela começaram a sair os melhores soldados gregos. Saíram e correram a tomar conta das portas. Ao tempo em que isto acontecia, as forças gregas, se haviam retirado, principiaram a voltar. Pela manhã atacaram a cidade, entraram pela brecha feita para dar passagem ao cavalo e trucidaram todos os seus defensores e habitantes. Depois lançaram fogo às casas e retiraram-se para a Grécia, levando consigo a fugitiva Helena que ficou com o seu esposo Menelau e viveram felizes para sempre.
  Tudo isto é contado nos Poemas de Homero chamado Ilíada.
  A guerra de Tróia fazia parte  da mitologia grega, no qual os gregos acreditavam nos diversos deuses e seus poderes.

  Conforme o autor Souza, 1991, afirma que:
"A guerra de Tróia parece ser uma criação da poesia épica, fruto da liberdade e do exagero, características da poesia oral exemplificada pela Ilíada e pela Odiséia".
  No entanto o autor Correa, afirma que:
"A disputa pelas terras vizinhas do Mar Negro, ricas em minério e trigo, deu origem à guerra entre gregos e troianos. Segundo a lenda, a causa da luta foi o rapto de Helena, esposa de Menelau, rei de Amicléia, futura Esparta, pelo príncipe troiano Páris." 
  Como verificamos a muitas dúvidas sobre a veracidade dos fatos contados por Homero, acredita-se que o poeta fez um mistura de realidade e fantasia.

 6  A RELIGIÃO GREGA

  Os gregos não tinham somente um Deus. Eram politeísta, não se preocupavam com a vida além-túmulo, rituais complicados com o objetivo de obter recompensas materiais.
  Os gregos imaginavam seus deuses como seres humanos violentos, sanguinários, artificiais, invejosos, imorais, havendo entre eles parentescos, casamentos, rivalidades e união. Tornaram-se mesquinhos, muitas vezes castigando aqueles que eram completamente felizes.

6.1 Os deuses

   Conforme o autor Lobato, 1993,  os gregos possuíam doze deuses principais. E, um certo número de deuses menores, que moravam no Monte Olimpo, a mais alta montanha do Norte Grécia sempre coberta de neve, onde os deuses se reuniam para discutir os negócios do mundo. Zeus dirigia as reuniões, lá viviam uma vida muito semelhante a dos homens, tinham o mesmo temperamento e as mesmas paixões das criaturas humanas. A única diferença era que, como deuses, podiam mais que os homens, O alimento deles chamava-se ambrosia e sua bebida, néctar.
  O pai de todos e o mais poderoso era Zeus ou Júpiter. Sentava-se num trono com uma águia aos pés, tendo na mão o raio, isto é, um ziguezague de fogo. Quando queria se vingar de alguém, arremessava este raio, seguido de um trovão. Ele era protetor da justiça, da hospitalidade e do governo, filho de Crono e de Réia. Depois vinha Hera, ou Juno, mulher de Zeus e a primeira das deusas. Juno, deusa protetora do matrimônio e do nascimento, que presidia a todas as manifestações da vida familiar. Juno sempre trazia consigo um pavão. Depois havia posseidon, ou Neturno, que era irmão de Zeus e governava os mares num carro puxado por uma parelha de cavalos-marinhos, tendo na mão o tridente - enorme garfo de três pontas. Neturno provocava tempestades, ou fazia as tempestades cessarem com uma simples pancada do tridente nas ondas. Havia Hefesto ou Vulcano, o deus do fogo. Era um ferreiro manco, que trabalhava na oficina dentro da terra. A fumaça da sua forja saia pela cratera dos vulcões que se chamaram assim por causa dele: Vulcano.
  Havia Apolo, deus da luz, da poesia, dos rebanhos e dos oráculos. Era o mais belo de todos e governava a luz e a música. Todas as manhãs Apolo aparecia no horizonte guiando o carro do sol e dava volta no céu para iluminar o mundo. Havia Artemis ou Diana, irmã gêmea de Apolo, deusa da lua e das calçadas. Diana vivia de arco e flecha em punho, perseguindo os animais. Havia Ares ou Marte, o terrível deus da guerra, que só estava satisfeito quando via os homens a se matarem uns aos outros. Havia Hermes ou Mercúrio o mensageiro dos deuses, o leva-e-traz. Tinha assas no capacete e usava uma vara mágica de paz, que posta entre duas pessoas em luta imediatamente as fazia amigas. Conta-se que uma vez viu duas cobras engalfinhadas e interpôs a vara mágica para as separar. Em vez de se separarem, as cobras enlearam-se na vara e nunca mais dali saíram. Chamava-se caduceu essa vara mágica de Mercúrio.
  Havia Atena ou Minerva, a deusa da sabedoria, que nasceu de um modo muito especial. Júpiter teve uma dor de cabeça terrível, que não passava com aspirina nenhuma. Desesperado, chamou Vulcano para que lhe rachasse a cabeça com um golpe de malho. Vulcano obedeceu; mas em vez de ficar a cabeça de Júpiter em papas, deixou escapar, armado de escudo e lança a sua filha Minerva.
  Havia Afrodite ou Vênus, deusa da beleza, do amor, nascida da espuma do mar, mãe de Erós ou Cupido, habilíssimo em flechar corações com flechas invisíveis. Havia Vesta, a deusa do lar e da família. Havia Demeter ou Ceres, deusa da agricultura. Havia Plutão, irmão de Júpiter, que tomava conta do inferno. Existiam ainda deuses menores e os semi-deuses. Como os três Parcas, das Três Graças, das nove musas.
  A religião grega era alegre e poética. Em vez de adorarem os deuses, os gregos chamava-os sempre que tinham necessidade de auxílio. Também lhes fazia sacrifícios isto é, ofertas de animais ou coisas. Matavam animais e os queimavam, ou altar, para que a fumaça fosse enternecer o nariz dos deuses do Olimpo. Durante esses sacrifícios prestavam atenção a tudo quanto se passasse em redor, a fim de descobrir algum indício de que os deuses estava se agradando ou não. Estes indícios chamava-se presságios. Um bando de aves que voasse no momento, um trovão que trovejasse, um raio que caísse. Tudo eram presságios, bons ou maus, conforme a interpretação dada.

6.2 Oráculos
"Perto da cidade de Atenas, que era a principal da Grécia, erguia-se, nas ruas encostas do Monte Parsano, uma cidadezinha de nome Delfos. Em seus arredores havia uma racha na montanha donde escapava um gás, tido como hálito de Apolo. Esse gás deu origem à instituição do famoso Oráculo de Apolo em Delfos. Uma sacerdotisa, ou pinotisa, sentava-se numa trípode, ou banquete de três pernas, colocada no mais forte do gás. Passados uns minutos, a ação do gás a fazia cair em estado de delírio. Era então consultada por um sacerdote, e suas respostas, em geral confusas ou sem sentido como as de todas as criaturas fora de si, eram interpretadas, valendo como respostas do próprio deus Apolo. Vinha gente de muito longe consultar o afamado Oráculo de Delfos, que na maior parte das vezes dizia as coisas de modo a tanto poder ser carne como peixe. Um rei, por exemplo, o consultou sobre o resultado da guerra declarada a outro rei. O oráculo respondeu que um dos reinos iria cair". (Lobato, 1993)
6.3 O culto

   Os deuses, quando esquecidos, ficavam irritados, e satisfeitos quando lembrados. Numa passagem do livro de Ilíada o poeta conta que o rei Agamenon fez oferta a um deus depois da volta de Aquiles ao combate.
  Cada família tinha seus deuses particulares e estava unida pelo culto cotiniano rendido a Zeus, protetor da casa, e ao espírito dos antepassados. O culto aoantepasssado não devia interromper nunca. O Pai é o sacerdote do culto familiar. Os estrangeiros estavam dispensados desse culto,
"Acreditavam os gregos que as almas atravessavam os rios infernais conduzidas pela barca de caronte e compadeciam diante de um tribunal. O virtuosos ia para os campos Elisios e os maus para o reino de Tártaro", (Lobato, 1993)
6.4 A formação dos mitos

  Os gregos imaginavam seus deuses e lhes atribuíam personalidades, uma história e muitas aventuras. Muitos homens notáveis ficaram sendo conhecidos como semi-deuses. Os poetas e os artistas modelaram a imagem definitiva dos deuses. Homero definiu e caracterizou sua personalidade. Hesiodo, autor de "teogonia", relacionou seus laços de parentescos.

6.5 A origem do mundo na mitologia grega

  Conforme o autor Souza, 1975, no início tudo era caos. Libertaram-se, depois, Nix (a noite do alto) e seu irmão Érebo (obscuridade dos infernos). Os dois, pouco a pouco, foram se separando. Nix instalou-se numa imensa esfera que se dividia em duas metades: Urano (abobada celeste) e Gea (terra). Da união entre Urano e Gea nasceram os poderosos titãs, os ciclopes, os monstros com braços, os gigantes e outras divindades fantásticas distribuídas sobre a terra. Cronos destronou seu pai Urano e se converteu no soberano do Universo e devorador dos seus próprios filhos. Zeus, seu filho menor, foi salvo  por Réia, sua mãe.
  Zeus, depois de vencer os titãs e os gigantes, tornou-se senhor do Universo. Começa a era dos filhos de Cronos.

6.6. A origem do homem

  O autor Souza, 1975, afirma que: "Atribui-se a criação do homem ao titã Prometeu, que roubou o fogo de Zeus, transformando com ele os seres humanos de irracionais em racionais. Zeus, zangado, castigou Prometeu mantendo-o acorrentado nas montanhas do Caucaso. Os homens foram exterminados por um dilúvio. Somente Deucalião, filho de Prometeu e sua mulher sobreviveram. Nasceu assim uma nova humanidade. Outro castigo de Zeus deu aos homens foi o seguinte: reuniu todos os males do mundo e os colocou numa caixa de madeira. Pandora, famosa por sua beleza e curiosidade, abriu a caixa, espalhando entre os homens as desgraças e os sofrimentos".

7  CONCLUSÃO

  Nos capítulos anteriores, tentamos apresentar e discutir, de forma sintética a importância das descrições feita por Homero em seus poemas.
  Ora, num período no qual a História era quase desconhecida (obscura), Homero é uma luz, para descobrirmos o passado grego.
  Sobre o período micênico e pós-micênico foram feitas várias pesquisas arqueológicas, inclusive para averiguar se realmente aconteceu a guerra de Tróia. Naquela época era comum os povos entrarem em conflito para obter expansão geográfica e, é bem possível que tenha existido esta guerra. Não pelos motivos citados pelo poeta, mas para conquistar terras, poder.
  No período micênico o povo vivia em comunidades, com o crescimento demográfico esta organização se transformou, surgindo o individualismo e a propriedade privada.  Quem tinha terras, tinha poder político.
  A terra não era para todos, mesmo quando tinham dinheiro para comprá-la. Ela era escassa. A conquista de terras era motivo de conflitos.
  Homero escreveu sobre os reinados, a religião, economia e vários outros aspectos que ajudou a decifrar o passado, no entanto, ele é um enigma indecifrável. Até hoje quase nada se sabe sobre ele. Tudo o que sabemos é que deixou duas obras importantes e belas que são:  Ilíada e Odisséia.

8 BIBLIOGRAFIA

JÚNIOR, João Ribeiro. Grécia Mitológica. Campinas, Papiro, 1984
LLOYD, Jones Hugh, coordenador. O Mundo Grego. Rio de Janeiro, Zahar, 1977.
LOBATO, Monteiro. A História do mundo para crianças, São paulo, Brasiliense, 1992, 178 p.
SOUZA, Marcos Alvito. A Guerra na Grécia Antiga, São Paulo, Atica, 1988.
SOUZA, Osvaldo Rodrigues. História Geal,São Paulo, Editora Abril, 1975.

8.1 Obras consultadas

HOMERO. Odisséia, Tradução de Mendes, Manuel Odorico, São Paulo: Artes Poéticas, EDUSP,                1992.
HOMERO. A Ilíada. W.M. Jackson, Rio de Janeiro, 1953.
JARDÉ, Auguste. A Grécia Antiga e a vida grega, São Paulo, EPU, 1977
MELLO, Leonel Itaussu Almeida, História Antiga II - Ilíada e Odisséia.
OHLWEILER, Alcides Otto. A religião e a filosofia no mundo grego-romano. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1990










segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Relógio Cuco





Os primeiros relógios alemães foram desenvolvidos em meados do século XVII, precisamente no ano de 1640.
Naquela época, moradores dessa região fabricavam os produtos artesanalmente dentro de suas casas, em virtude do rigoroso inverno que não permitia praticar outra atividade comercial. No curto período de verão, eles deixavam suas casas e iam vender suas artes em toda Europa, Ásia e América.
No ano de 1750, um artesão local, Franz Anton Ketterer, adaptou dois foles, utensílio destinado a produzir vento, ao relógio, para produzir duas notas musicais, originava-se então o famoso som do cuco.

Aspectos da tradição local são retratados nos relógios, como caças, animais típicos, lides domésticas (serrador, lenhador, ordenha, etc.) e o próprio pássaro cuco.
Estes relógios, ainda hoje são esculturados artesanalmente em madeira (principalmente carvalho). Em suas máquinas, a mesma tecnologia empregada no século XVII, com mecanismos totalmente em bronze (não enferruja) e funcionamento através de pesos. Além do som do cuco, muito deles possuem músicas e movimentos, fazendo com que esta arte torne-se ainda mais encantadora.

Encontro Estadual de Orizicultores de Rio Pardo

Este caneco representa a participação dos orizicultores, no Encontro Estadual, realizado  em 09 e 10 de fevereiro de 1974, com a promoção do Clube literário recreativo e a  Cooperativa Agrícola Rio Pardo LTDA.



SÍNTESE DA HISTÓRIA DE RIO PARDO...
(segundo autores publicados e referenciados)

RIO PARDO é um município situado à margens do Rio Jacuí, que remonta aos primórdios do Rio Grande do Sul, um dos mais antigos do nosso Estado. É cortado transversalmente por este rio, que corre no sentido oeste-leste e no sentido norte-sul pelo Rio Pardo, de onde vem seu nome, devido às águas pardas deste afluente do Rio Jacuí, que só é navegável em épocas de cheias. Inicialmente, no século XVII e XVIII, compreendia quase 157.000 quilômetros quadrados , mais da metade do território do Estado, de onde se desmembraram mais de 200 municípios rio-grandenses. Localiza-se a aproximadamente 145 km de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul (no extremo sul do Brasil)  e a 35 km de Santa Cruz do Sul, cidade vizinha de colonização alemã.

Rio Pardo teve grande importância na história do Rio Grande do Sul pela guarda e expansão das fronteiras ao sul do Estado. Para tanto, esta cidade histórica essencialmente militar no início, construiu o Forte Jesus-Maria-José (1752) , chamado mais tarde de ''Tranqueira Invicta''  por jamais ter sido tomado, por causa das divergências existentes entre portugueses e espanhóis.

Quando os portugueses e espanhóis disputavam este território, os índios tapes já há muito habitavam a região, depois de civilizados pelos jesuítas espanhóis das Missões Orientais, por volta de 1633. O bandeirante Antônio Raposo Tavares, comandando paulistas e índios tupis, atacou as reduções jesuítas em 1636, destruindo tudo aquilo que os religiosos tentaram civilizar e  deixando as reduções fora da civilização por quase 100 anos. Em 1715 chegaram os primeiros colonizadores portugueses avulsos e em 1750, com o Tratado de Madrid entre Portugal e Espanha, os limites da cidade tiveram origem.
A construção do Forte Jesus-Maria-José marcou a chegada dos primeiros colonizadores açorianos que foram povoando a cidade inicialmente em volta do Forte.

De 1752 a quase 1787, os açorianos dedicaram-se basicamente a agricultura e gado. O comércio também cresceu bastante nesta região que foi sede do Regimento dos Dragões. Este Regimento chefiado pelo Tenente-Coronel Tomáz Luiz Osório, que era tropa de cavalaria,  foi enviado para Rio Pardo  em 1754 para ajudar os portugueses nos constantes ataques dos espanhóis ao Forte. O governador de Buenos Aires, Dom Pedro Cevallos, não conseguiu tomar o Forte de Rio Pardo, batendo em retirada completamente desmoralizado e hostilizado por Rafael Pinto Bandeira, o Tenente dos Dragões, em 1763.   Sepé Tiarajú comandou o ataque dos índios tapes ao Forte, que resistiu mais uma vez. Os militares que ali residiam, iam recebendo sesmarias e assim Rio Pardo ia se povoando e possuindo agora também homens de posse. Em 1789, inicia-se o ciclo da pecuária intensiva devido ao volume de sesmarias que estava aumentando.Em 1807 então foi criada a Capitania de São Pedro e em 7 de outubro de 1809, através do Decreto Real assinado por D.João VI, foi criado o município de Rio Pardo, juntamente com outras 3, Rio Grande, Porto Alegre, e Santo Antônio.

A partir daí o município que abrangia mais da metade do Estado, foi originando a maiorira dos outros municípios, perdendo grande parte de suas terrras. Defendeu sempre o Estado das invasões feitas pelo sul. Dalí partiam expedições que iam nos proteger dos espanhóis. O porto fluvial foi responsável por anos e anos de sucesso e prosperidade. A cidade era ponto de partida para o abastecimento das estâncias que foram se formando ao seu redor. Índios tapes, jesuítas espanhóis, bandeirantes, índios tupis, comerciantes, forasteiros, militares de todos os lugares, portugueses, espanhóis, açorianos, escravos negros...todos fazem parte das etnias da região. A arquitetura sofreu forte influência da colonização açoriana e portuguesa.

Em 1834, ocorreu a transferência do Regimento dos Dragões para Bagé. De 1835 a 1845, a Guerra dos Farrapos. Em 1846, Rio Pardo foi elevada à categoria de Cidade. Em 1877, perde parte de suas terras para o município vizinho de santa Cruz do Sul, de colonização alemã. 

A partir de 1846, a cidade recebeu várias visitas da Família Real. Neste ano, o Imperador D.Pedro II e a Imperatriz Dona Tereza Cristina, visitaram Rio Pardo em viagem de pacificação, depois do final da Guerra dos Farapos. Em 1865, a segunda visita de D. Pedro II à cidade foi acompanhada de o Conde D'Eu, Gastão de Orléans, esposo da Princesa Izabel. Em 1885, o Conde D'Eu volta com a Princesa Izabel.

Em 1883 foi inaugurada a Ferrovia que vai da Margem do Taquari a Cachoeira,  passando por Rio Pardo. Em 1885 foi a vez da Estrada de Ferro, que vai de Porto Alegre a Santa Maria, tirando a importância dos portos fluviais de Rio Pardo, abalando o comércio e  transformando a cidade em uma economia baseada na agricultura e na pecuária. Em 1910 a pecuária está em franco progresso e a agricultura se desenvolve. De 1925 a 1945, a cidade de Rio Pardo entra em um período de estagnação e começa a decair, enquanto as zonas de colonização alemã e italiana começam a prosperar assombrosamente. Em 1950 foram instalados engenhos de beneficiamento de arroz. Em 1954, o calçamento da Rua da Ladeira, hoje Júlio de Castilhos, foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Foi a primeira rua calçada do Estado.

Rio Pardo não foi oficialmente a Capital do Estado, mas foi sede de vários governos
Os minerais e vegetais existente são: calcário,  caulim, feldspato, quartzo, óxido de ferro, carvão de pedra e áreas de matas reflorestadas.
Seus limites são: ao norte: Santa Cruz do Sul , Candelária e Venâncio Aires / ao sul: Encruzilhada do Sul / ao leste: General Câmara e São Jerônimo / ao oeste: Encruzilhada do Sul e Cachoeira do Sul.
Rio Pardo tem 2 símbolos: o Brasão criado em 1954 e a Bandeira criada em 1957.
A Escola Militar , construída de 1846 a 1880, recebeu sucessivas denominações de 1885 até 1903, quando foi transferida para Porto Alegre: de 1885 a 1888 - Escola de Tiro / em 1890 - Escola Tática de Tiro / em 1891 - Escola Prática do Exército / em 1898 - Escola Prreparatória de Tática (quando teve alunos como Mascarenhas de Moraes, Getúlio Vargas, Eurico Gaspara Dutra) / em 1903 - já como Escola Preparatória de Tática, foi transferida para Porto Alegre.
Em 1905 instalou-se em Rio Pardo a Escola de Aplicação de Infantaria e Cavalaria, transferida em 1911 para o Rio de Janeiro. Foi a última Escola Militar de rio Pardo. De 1911 a 1927, novamente o prédio da Escola Militar serviu de quartel das tropas do Exército. Em 1930 foi adquirido pelas irmãs do Imaculado Coração de Maria, para a instalação da Escola Auxiliadora que alí funcionou até 1974, quando foi doado para o Governo do Estado.

Esta cidade histórica responsável pela guarda e expansão das fronteiras do sul do Rio Grande do Sul e do Brasil, na América Latina, tem somente 3 bens históricos patrimoniais tombados:
- Rua da Ladeira, hoje Júlio de Castilhos, construída em 1813 com grandes pedras irregulares e com escoamento central  copiando a ''Via Appia'', ligando o antigo Forte Jesus-Maria-José ao centro da cidade - tombada  em 1954 pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Brasil;
- Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário, cosntruída em 1779, em 7 altares e 16 metros de pé direito e sacadas para os nobres assistirem às missas e eventos, tombada pelo Patrimônio Municipal de Rio Pardo em 1978;
- Escola Militar, construída de 1846 a 1880, tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1983.

Outros bens históricos não tombados , porém  importantes são:  o Forte Jesus-Maria-José
( ''Tranqueira Invicta'') construído em 1752 / a Capela São Francisco construída em 1755, uma das mais antigas da história colonial, tem 7 imagens da Via Sacra e 1 imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, todas em tamanho natural, que constituem o Museu de Arte Sacra da capela São Francisco que também não é tombado / o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo, casa em estilo português do século XIX que ainda tem uma senzala para escravos domésticos. Neste sobrado de 2 andares nasceu e viveu o Almirante Alexandrino de Alencar, Ministro da Marinha e do Supremo Tribunal , entre 1906 e 1922 / a Estrada de Ferro que ainda possui a caixa d'água de ferro de abastecimento do trem / o sobrado de 2 andares onde funcionava o Forum na rua principal / o  Casarão Amarelo da esquina da Rua da Ladeira / e outros bens históricos  que avalizam a nossa história e perpetuam a nossa memória.
 

Biaggio Tarantino, grande historiador nascido em Rio Pardo (1903-1973), filho de Nunziato Tarantino (nascido na Itália) e Capitulina Tarantino (nascida em Encruzilhada do Sul), foi um grande defensor desta Cidade Histórica.
Fundou o Museu de Arte Sacra da Capela São Francisco, o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo, a Bilbioteca Municipal, o Arquivo Histórico. Foi o responsável pelo tombamento da Rua da Ladeira em 1954, pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Depois de uma vai-e-vem incessante ao Rio de Janeiro, mesmo contra a vontade do prefeito na época que foi radicalmente contra o tombamento, Tarantino conseguiu por seus próprios esforços este grande feito, enquanto já haviam sido arrancadas metade das pedras da Ladeira para dar lugar à pavimentação moderna e servir de alicerce para imóveis. Foi Secretário do Turismo e Vereador da Cidade; e também Conselheiro do Conselho de Educação e Cultura pelo Governador Euclides Triches.

Outro grande defensor da Cidade, foi o Prefeito Fernando Wunderlich, prefeito 2 vezes: 1956-1959 e 1977-1981. Em 1890 foi mandado buscar na Alemanha o 1º imigrante Wunderlich, especializado em Usinas, que deu origem a numerosa e profícua família. A Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário foi tombada pelo Município em seu governo, em 1978,com base em Lei Municipal de sua autoria. Foi então instituído o Livro de Tombamento com o 1º Registro de Tombamento Municipal, em missa solene com muitos festejos. Fernando Wunderlich louvou-se na Legislação de Porto Alegre/RS, no que se refere a Tombamento.
Graças também a sua iniciativa, foi erguida uma Lápide com a Planta da Fortaleza Jesus-Maria-José , onde outrora existiu o Forte e hoje só restam 3 canhões. O desenho é de Francisco Riopardense de Macedo e a execução é de J.J. de Assis Machado. A Planta consiste em: Praça das Armas, Casa do Governo, Igreja/Sacristia/Cemitério, Corpo da Guarda, Casa da Pólvora, Casa de Reabastecer, Armazém de El Rei, Quartéis de Soldados, Munições, Casa de Moradores, Curral (cavalos e rezes), Escala para o Porto, Praças Baixas, Praças Altas,
Pau da Bandeira.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BARBOSA, Fidélis Dalcin. História do Rio Grande do Sul.  3.ed. Porto Alegre,
     Martins Livreiro, 1985.

BARBOSA LESSA, Luis Carlos.  Rio Grande do Sul : prazer em conhecê-lo. 
     Rio de Janeiro, Globo, 1984.

COSTA E SILVA, Riograndino da .  Notas à margem da História do Rio Grande do Sul.
     Porto Alegre, Globo, 1968.

FERREIRA FILHO, F.  História do Rio Grande do Sul.   Porto Alegre,
    Editora Globo, 1957.

FLORES, Moacyr.  História do Rio Grande do Sul.  Porto Alegre, Martins Livreiro, 1986.
    (Série História Gaúcha, 3)

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.  Enciclopédia  dos Municípios
    Brasileiros: Rio Grande do Sul.  Rio de Janeiro, IBGE, 1959.  v.34.  p.133-48.

LIMA, Alcides.  História Popular do Rio Grande do Sul.  3.ed.  Porto Alegre,
    Martins Livreiro, 1983.

QUEVEDO SANTOS, Júlio Ricardo e TAMANQUEVIS SANTOS, José Carlos.
     Rio Grande do Sul : aspectos da História.  2.ed.  Porto Alegre,
     Martins Livreiro, 1990.

RESENDE, Marina de Quadros.  Rio Pardo : História, Recordações, Lendas.  3.ed.
     Rio Pardo, 1993.

RIOPARDENSE DE MACEDO, Francisco.  O Solar do Almirante: História plea Arquitetura.
    Porto Alegre, UFRGS/IEL, 1980.
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domingo, 14 de setembro de 2014

O que é livro raro?





Por Márcia Carvalho Rodrigues




Como avaliar antiguidades




Escrito por Ian Moore | Traduzido por Fernanda Campello


Os itens esquecidos há anos no porão podem valer fortunas






Você acabou de limpar o seu sótão ou a casa da sua avó e se deparou com Algumas antiguidades que podem ter algum valor? Ou talvez você queira ganhar algum dinheiro vendendo todas aquelas figurinhas antigas que ficaram juntando juntando poeira ao longo dos anos? Este artigo irá ensiná-lo a avaliar e o que procurar para determinar o valor de suas antiguidades. Isso é importante para qualquer pessoa que tenha objetos antigos que possam ser de valor. 


O que você precisa?

Antiguidades 
Livros ou informações relacionadas aos itens 
Guia de preços 


Instruções 
Como avaliar antiguidades 
1


Estude o item. Se você tem caixas cheias de objetos ou apenas um item que deseja avaliar, é preciso estudá-los. O estado geral do objeto pode determinar se ele é muito valioso ou simplesmente inútil. Preste atenção a quaisquer rachaduras, ferrugem, se ele está torto ou tem qualquer tipo de desgaste. Uma lâmpada antiga que esteja bem conservada terá um valor muito maior do que aquela que tiver uma rachadura. Certifique-se de inspecionar o objeto por inteiro. As escalas de classificação variam de objeto para objeto, de acordo com o nível de raridade e de conservação (ver Recursos abaixo). 
2


Saiba a história do objeto. Torne-se quase um especialista na história de seu artigo. Se você está avaliando peças de porcelana do século XIX, pesquise as origens do objeto, seu fabricante e a raridade do item. Vá para livrarias ou utilize a biblioteca ou a Internet para pesquisar o mais profundamente possível sobre seu objeto. Há diversas histórias de pessoas que doaram ou venderam muito barato algumas antiguidades de valor inestimável para lojas de objetos de segunda mão, simplesmente porque não estavam cientes do valor de suas peças. Se você usar seu tempo para fazer uma investigação aprofundada, receberá os frutos no final. 
3


Esteja ciente das tendências atuais do mercado. Alguns guias de preços são atualizados mensalmente, por isso, se estiver usando um guia de preços de 5 anos atrás para determinar o valor do seu item, então você terá uma avaliação extremamente desatualizada do objeto. Os preços de algumas peças permanecem relativamente o mesmo ao longo dos anos, mas os preços de outras podem variar de mês para mês. Muitas revistas de antiguidades têm tabelas de valores de cartões esportivos, moedas e selos que são atualizadas mensalmente. A melhor opção será buscar o guia de preços mais atualizado possível. Lembre-se de subtrair algum valor do seu objeto caso ele não esteja em excelentes condições. 
4


Determine a raridade do seu objeto. Se a peça é uma dentre poucas já produzidas ou se for uma peça única, isso poderá influenciar muito o seu valor de avaliação. Por exemplo, se você tem uma pintura original de Andy Warhol com uma lágrima em um dos cantos, ela terá um valor alto, pois é um item raro. No entanto, se você tem uma garrafa de Coca-Cola de 1920 em excelentes condições, ela não terá tanto valor, porque não é tão rara. Procure quaisquer marcas em sua antiguidade. Quaisquer números de série, assinaturas ou certificados de autenticidade facilitarão muito a avaliação da sua antiguidade. 
5


Permita que o objeto seja avaliado por um profissional. Se você tiver seguido todos os passos acima e ainda não puder confirmar o valor preciso do seu item, leve-o a uma feira de antiguidades ou a uma loja especializada para obter o valor preciso. Se você sentir que o objeto é bastante raro, é possível contratar um avaliador profissional. Há algumas coisas para se lembrar quando você estiver contratando um avaliador. Em primeiro lugar, nunca use um serviço de avaliação online porque, uma vez que o avaliador não está olhando o objeto pessoalmente, o valor será altamente impreciso. Em segundo lugar, nunca deixe que o avaliador faça uma oferta para comprar o seu objeto porque ele poderá dar um preço mais baixo do que o valor de mercado, para facilitar o acordo. Além disso, esteja ciente de que alguns avaliadores cobram algumas centenas de dólares por hora. Por isso, pesquise bastante antes de investir em um avaliador, que pode acabar sendo bem pouco profissional.

O Robinson Suiço - Autor David Wyss


Este livro antigo contem uma estória de aventura linda e emocionante, continua sendo um dos mais belos livros de literatura infanto-juvenil. Ele tem lugar cativo na minha estante de livros.




O ROBINSON SUÍÇO, autor David Wyss,  Ed.1326 A, Editora Livraria do Globo, Porto Alegre, ano 1944

Literatura inglesa. Infanto-Juvenil. Tradução de Pepita de Leão.  


Titulo da Edição Original Inglesa THE SWISS FAMILY ROBINSON




O autor David Wyss, ministro evangélico, era capelão do exército. Lá pelo fim do Século XVIII, viveu na cidade de Berna, entre as montanhas da Suíça, tinha quatro filhos. Amava os filhos e tinham o hábito de quando escurecia e se acendia as velas, reuniam ao redor dele para ouvir uma estória. Era as vezes um lindo conto, às vezes lenda de antigos heróis; de outras, alguns episódios comovente da magnifica história do seu pequenino e bravo país.
Houve um inverno, porém, em que ele arrumou assunto que durou meses; é que um russo, capitão de navio, contou-lhe como achara em certa ilha deserta, perto da costa da Nova Guiné, um missionário protestante suíço que naufragara com a família. A história interessou muito a David Wyss, cuja imaginação se pôs a trabalhar ativamente. E naquela mesma noite começou a contar aos filhos a aventura daquela família de Robinsons - uma família exatamente como a sua, com os mesmos quatro filhos, com a única diferença de eram rapazes.
E a narrativa continuou, noite após noite. Parece que o homem possuía uma fonte inesgotável de informações sobre plantas e animais. Na verdade, deveria ter lido "Robinson Crusoe", de Daniel Defoe, livro tão popular no século XVII e já traduzido para muita línguas.

As crianças gostaram tanto daquela história em série que dentro em pouco o pai teve que escrevê-las, para que a lessem. Jamais a publicou. Depois de sua morte, porém, seu filho João Wyss, professor da Universidade de Berna, entregou ao um editor um manuscrito, que, em 1813, aparecia em forma de livro. O original fora escrito em alemão, língua falada em boa parte da Suíça. Não se sabe como, o nome do filho veio a se confundir com o do pai, a tal ponto que muitos pensavam que o autor era João Wyss. Ano depois foi o livro traduzido para francês; e finalmente, em 1868, apareceu a primeira versão inglesa que William Dean Wowell chamou "um dos mais belos livros do mundo".

Literatura infantil no Brasil

No final do século XVII foram escritos os primeiros livros destinados a crianças. No entanto, eles não podem ser ainda considerados literatura. Eles são escritos por professores e sua função consistia em ensinar valores, hábitos e ajudar a enfrentar a realidade social. Em outras palavras, eles propiciavam uma leitura utilitária. Nessa época, a criança era considerada um adulto em miniatura, que participava da vida adulta, inclusive tomando contato com sua literatura.

Foi somente no século XVIII que o conceito de criança começou a mudar. A criança passou a ser considerada como criança e um tipo específico de literatura foi desenvolvido para ela. Esse tipo de literatura foi denominada literatura infantil. Antes daquela época, as crianças da nobreza liam os grandes clássicos e as crianças das classes populares liam lendas e contos folclóricos. Com o passar do tempo, esses clássicos sofreram adaptações e os contos folclóricos inspiraram os contos de fadas.